Relação terapeuta-paciente: quais desafios e cuidados podem ser vencidos com a abordagem psicossomática?

ago 27, 2019 | | 0 Comentários
Relação terapeuta-paciente: quais desafios e cuidados podem ser vencidos com a abordagem psicossomática?

Vertente abrange inúmeras áreas de conhecimento, possibilitando, portanto, diferentes formas de tratar e relacionar

A psicossomática, ciência interdisciplinar da medicina e da psicologia que estuda os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar das pessoas, pode ajudar em inúmeras relações:

 - Do espiritual com o físico, a mais óbvia de todas uma vez que se entende o conceito da vertente;
 - Do indivíduo com ele mesmo, a principal delas;
 - Do indivíduo com aqueles que o cercam: conhecidos, companheiro, amigos, família.

Contudo, há uma relação que se torna primordial quando existe a busca da pessoa por sua saúde mental e física, com a ajuda de outro indivíduo, um profissional: a relação terapeuta-paciente.

O código de ética da psicologia, assim como todo e qualquer código de ética, expressa uma concepção de homem e de sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. A relação entre o psicólogo e o paciente deve estabelecer, antes de tudo, confiança. Todas as abordagens terapêuticas têm este aspecto em comum, embora possam usá-lo de maneiras e intensidades diferentes.

Desafios surgem na relação terapêutica, e cuidados se fazem necessários. A vertente psicossomática pode ajudar, uma vez que abrange as necessidades impostas pela maneira como vivemos enquanto sociedade e pela complexa relação existente entre os seres humanos com o seu meio. A medicina e a psicologia abrem espaço a outros segmentos para participarem de uma ampla frente de auxílio mútuo: filosofia, arquitetura, matemática, física, veterinária, direito e outras tantas que se propõem a fazer do mundo um lugar melhor para se viver. É justamente disso que trata a psicossomática.

Uma vertente que abrange tantas áreas e tantos campos diferenciados permite ao terapeuta, portanto, poder lidar com os desafios da sua relação com o paciente de inúmeras formas. Além de auxiliar na terapia da saúde mental, se o paciente surgir com uma doença física, por exemplo, o psicólogo pode se utilizar da abordagem psicossomática para ajudar no tratamento e até na cura do problema, fortalecendo também a confiança da relação com o paciente por meio de resultados mais concretos.

A mente fechada do profissional pode ser a maior inimiga de um relacionamento bem sucedido. Cada indivíduo é único e cada modo de pensar reflete de inúmeras maneiras, uma mais diversa que a outra. É impossível estudar e saber todas as causas, todos os problemas e todas as soluções, até porque não existe uma solução para cada problema. Muito menos o que funcionou para um funcionará necessariamente para o outro. Não se abrir para uma nova vertente, que abrange tantas áreas de conhecimento, é tiro no pé. Quanto mais aberta a mente, consequentemente, mais amplo será o conhecimento e mais bem estabelecida será a relação.

Por que não trabalhar, portanto, com a abordagem dentro da psicologia que mais abraça áreas do conhecimento? A psicossomática está aí para “ajudar a te ajudar a ajudar” o próximo.

 

Re-Criar oferece possibilidades de aprofundamento na medicina psicossomática

Os profissionais da saúde interessados em conhecer mais a importância da psicossomática podem buscar cursos e eventos de aprofundamento na área. Em Caxias do Sul, o Centro de Estudos Avançados em Medicina e Psicologia Re-Criar oferece uma série de possibilidades dentro dessa temática. Lembrando sempre que esse conhecimento visa ampliar o olhar dos profissionais perante o doente e não mudar o foco de atuação.

A fisioterapeuta Marina Stedile de Macedo frequentou um dos cursos disponíveis e avalia a experiência como uma evolução profissional e pessoal. "A psicossomática trouxe a possibilidade de um novo olhar para a doença. Um olhar mais amplo, que vislumbra não somente o diagnóstico e seus respectivos sintomas, mas também a visão da dor e do sofrimento do paciente. A doença dá a oportunidade para o paciente utilizar a própria doença como um despertar de consciência, ampliando a visão e permitindo assim um crescimento. Saliento ainda que esse crescimento ocorre de forma mútua, pois amplia também a visão do terapeuta sobre todos os aspectos envolvidos no tratamento, agregando muito valor como profissional", avalia Marina.

Saiba mais sobre o curso.

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